Dicas urbanas III

Muita coisa já foi dita e escrita a respeito de pedalar no trânsito, mas muitas dessas coisas não fazem sentido. Pode não ser um assunto divertido, mas é com certeza importante, e necessário, se você é um ciclista urbano e quer evitar acidentes.

O maior dos problemas é que a diferença entre bicicletas e veículos motorizados tem sido enfatizada além das proporções, ignorando o fato de que bicicletas e carros são ambos veículos com rodas, que seguem as mesmas leis da física, e são dirigidos por pessoas cujas mentes funcionam da mesma forma. Sempre que você se confronta com uma situação com a qual você não consegue lidar, pense o que você faria se você estivesse dirigindo um carro. Na maioria dos casos isso vai resolver seu problema de forma segura.

Os dois princípios básicos são: escolha ideal da sua posição e pensar antecipadamente.

Considere a peculiaridade dos outros atores do trânsito. Tenha em mente a imprevisibilidade dos pedestres, mas lembre-se de que outros ciclistas podem ser tão imprevisíveis quanto. Uma das causas para isso é o fato de o ciclismo ser considerado uma atividade esportiva ou de lazer, e não um modal de transporte.

Motoristas também não são isentos de culpa. O erro mais comum ao interagirem com ciclistas é pensarem nesses como objetos fixos. Uma vez que um motorista ultrapassou uma bicicleta, ele assume que ela desapareceu de vez, e não percebe que o ciclista ainda está lá, próximo a ele, ao seu lado ou logo atrás, e pedalando em uma velocidade que torna impossível desviar ou parar bruscamente. Lembre-se disso quando você for ultrapassado próximo a um cruzamento ou entrada de garagem à sua direita, pode ser que você leve uma fechada. Reduza sempre que houver o menor risco disso acontecer.

Texto retirado do livro “The bicycle commuting book”, escrito por Rob Van der Plas.

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