Segurança cicloviária – parte I

O texto a seguir foi retirado do blog World streets

Em reposta a uma ávida discussão no site www.LivableStreets.com, esse texto foi esboçado enfocando diferentes formas de promover ciclofaixas e outras formas de modificações na arquitetura das ruas, maiores e menor, para proteção do ciclista.

O que fazer quando o que você precisa fazer definitivamente ultrapassa os recursos, abordagens e planos que estão tradicionalmente disponíveis para você? A única maneira de fazer o trabalho então é mudar as regras. Isso acontece em cinco passos principais.

1. Redutores de velocidade: (“Não saia de casa sem eles.”)
O primeiro pilar da nova política de mobilidade é diminuir a velocidade do trânsito em todas as ruas da cidade. Eu não digo isso levianamente, e compreendo a extensão de que isso vai contra práticas há muito convencionadas e o que as pessoas consideram como interesse justo delas. Mas não há mais mistério a esse respeito para a vanguarda. Eu não imagino que hoje em dia exista um planejador de tráfego competente (observe a palavra) que lutaria por velocidades máximas na cidade superiores a 50 km/h. 50 km/h é bastante, e embora seja muito rápido para uma pedalada segura, é algumas vezes a velocidade que tentamos alcançar em avenidas e ruas principais. Para o restante, uma velocidade máxima de 20/40/50 km/h é praticável, justa e viável. Uma vez superado o choque.

2. Recupere o espaço das ruas:
O próximo ponto da estratégia é que a criação de uma rede segura requer a retomada de pelo menos partes de um número grande de ruas na cidade. Isso pode ser feito de duas maneiras: a primeira seria a alteração da arquitetura da rua, tomando faixas para uso exclusivo de ciclistas. A mais popular, remoção da faixa para estacionamento/instalação de ciclofaixa, geralmente funcionam muito bem quando a ciclofaixa vai no sentido contrário ao do trânsito. A segunda etapa para retomada das ruas é a difícil tarefa de reduzir as velocidades. Nesse caso a velocidade máxima em ruas secundárias mão deveria ultrapassar 20 ou 30 km/h. para o trânsito no centro isso não seria um problema.

Na semana que vem falaremos dos próximos passos.

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