Cidades amigas da bicicleta

Apesar da seleção pra lá de duvidosa incluindo quatro cidades americanas entre as onze mais cicláveis do mundo, a lista divulgada num site americano, apresenta grandes exemplos de como tornar uma cidade mais humana.

  1. Amsterdã, Holanda
  2. Portland, EUA
  3. Copenhague, Dinamarca
  4. Boulder, EUA
  5. Davis, EUA
  6. Sandnes, Noruega
  7. Trondheim, Noruega
  8. San Francisco, EUA
  9. Berlim, Alemanha
  10. Barcelona, Espanha
  11. Basel, Suíça

Em todas elas, alguns pontos em comum:

  • Infraestrutura ampla – Davis, por exemplo, tem uma população de 65.000 habitantes e possui mais de 160km de ciclovias exclusivas e Amsterdã planeja construir um estacionamento para 10.000 bicicletas. Curitiba, por sua vez, tem 1.800.000 e só tem 100km de ciclovias compartilhadas e nenhum bicicletário em operação.
  • Planejamento a longo prazo – Sandnes foi voluntária num programa piloto que foi de 1992 e 1996 sendo implantado definitivamente e segue ativo até hoje e Berlim possui uma mapa de rotas online para ciclistas. Curitiba, por sua vez, fez suas ciclovias somente para lazer há décadas atrás e agora está multando a única ciclofaixa criada na cidade.
  • Soluções locais para problemas locais – Trondheim instalou bike lifts por causa de suas ladeiras e San Francisco instalou pára-ciclos em ônibus.

Os critérios utilizados para avaliar foram os seguintes:

  1. Engenharia (engineering): o que foi construído para as bicicletas, sinalização, estacionamentos, conectividade e rotas cicláveis.
  2. Incentivo (encouragement): campanhas e eventos promovendo o ciclismo.
  3. Avaliação & planejamento (evaluation & planning): sistemas para avaliar os programas atuais e projetar as ações futuras.
  4. Educação (education): o volume de informação disponível para motoristas e ciclistas, incluindo mapas para ciclistas.
  5. Aplicação da lei (enforcement): leis municipais em prol dos ciclistas promovendo um compartilhamento seguro das ruas.

Muitas dessas iniciativas poderiam ser adotadas a curto e médio prazo em Curitiba. Infelizmente falta vontade política.

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