Estou grávida e continuo pedalando – parte I

Este é um relato da nossa amiga Vanessa que está no finalzinho da sua primeira gestação e não pára de pedalar !!


Vanessa na bici
Vanessa na bici
Comecei a pedalar quando ganhei minha primeira bicicleta aos 6 anos de idade. Desde então sempre tive bicicleta. Em 2002, quando já estava morando em Curitiba e casada, eu e meu marido fizemos uma viagem de bike até Florianópolis. Acho que foi a partir dessa viagem que nos apaixonamos mesmo por bicicleta e decidimos que sempre as teríamos como uma opção de meio de transporte. E foi isso o que aconteceu, pois na época não tínhamos carro. Quando viemos pra Inglaterra morar, em 2006, conseguimos comprar nossas bikes só em 2008. Desde então as usamos quase todos os dias; vamos ao mercado, ao trabalho e fazemos passeios pela cidade e região. No último ano tenho pedalado quase todos os dias por no mínimo 30 minutos.
 
Quando descobri que estava grávida um dos primeiros pensamentos que me veio a mente foi… “Será que vou ter que abandonar minha bike??” Conversei com alguns amigos e eles diziam que era perigoso e isso me deixou receosa. Mas como para chegar ao meu trabalho demorava em média 15 minutos pedalando, arrisquei ir mais devagar aos primeiros 3 meses, sempre cuidando com buracos e com o transito. Depois que passei pelos meses mais frágeis da gravidez pedalando com muito cuidado, percebi que não era impossível. Foi aí então que decidi continuar enquanto me sentisse segura e confortável. Parei de pedalar entre novembro e dezembro, quando o inverno chegou. Final de janeiro, quando estava com 23 semanas de gravidez comecei de novo e desde então ainda não parei. Hoje estou com 37 semanas de gestação e continuo pedalando!
 
O meu marido não vê problema nenhum sobre pedalar durante a gravidez, mas é claro, que o cuidado tem que ser redobrado. Ele sempre deu muito apoio pra eu continuar fazendo os mesmos exercícios e consequentemente, pedalar. Acho sim que isso influenciou a minha decisão em continuar pedalando até agora. Como temos o trajeto parecido pra ir ao trabalho, ele me acompanhou durante quase todos os dias nas últimas semanas, o que também me deu mais confiança em saber que tinha alguém comigo se algo acontecesse. Como o hospital fica a só 15 minutos de pedalada, ele até acha que poderíamos ir ao hospital de bicicleta pra ter o bebê…Brincadeira!
 
Quando perguntei à minha parteira sobre pedalar durante a gravidez, ela falou que poderia continuar pedalando até quando me sentisse confortável e segura na bicicleta. Ela disse:

Pode ir até o final!

Confesso que vibrei quando ela falou isso. Pensei: “Puxa, acho que não sou tão louca então!”. Ela mencionou também que quanto mais ativa eu fosse melhor para mim e para o bebê, e assim, para o parto. Mas é claro que teria que ter o bom senso de não fazer passeios longos e evitar ruas com muito aclive. Ouvir isso da parteira foi muito importante.
 
Quanto à opinião dos amigos e parentes, ela é diversificada. Alguns falam que eu não deveria continuar (na verdade agora é um pouco tarde pra falar isso), outros falam que admiram e que acham legal não parar de pedalar. Ultimamente percebi que algumas pessoas que acham que é loucura eu continuar pedalando normalmente são aquelas que não sabem andar de bicicleta ou têm pouca prática. Por isso acho que o “medo” delas por mim seja maior. Acho que meus pais têm algum receio, mas nunca falaram para eu parar. Meus sogros acham legal que ainda não parei de pedalar, mas sempre falam pra eu tomar mais cuidado.
 
Na semana que vem tem a parte final do relato…

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